É o termo utilizado como sinônimo da doença conhecida como Moléstia Diverticular dos Cólons. Trata-se da formação de pequenas bolsas ao longo do intestino grosso (cólons), podendo ocorrer em qualquer parte, mas geralmente são predominantes na região conhecida como cólon sigmóide,que localiza-se na região inferior esquerda do abdome.
A diverticulose muito comum no mundo ocidental com presença em 30% das pessoas com mais de 50 anos de idade, em 50% com mais de 70 anos de idade e 70 % com faixa etária superior a 85 anos. Apesar da alta incidência, cerca de 80% dos paciente portadores de divertículos de cólons passarão a vida toda sem apresentar sintomas da doença.
As complicações mais comuns da diverticulose são a diverticulite e o sangramento diverticular.
È o processo inflamatório causado pela infecção e subseqüente inflamação do divertículo com formação de abscesso. Pode apresentar-se como Diverticulite não Complicada, quando forma-se um pequeno abscesso que é bloqueado pela gordura intraabdominal; e como Diverticulite Complicada quando formam-se abscessos ou ocorre passagem de fezes para cavidade abdominal.
O sintoma mais comum é dor na região inferior esquerda do abdome de início súbito acompanhado ou não de febre e alteração do hábito intestinal
Exames de sangue para avaliar se há indícios de infecção e Ultrassonografia ou Tomografia Computadorizada de abdome são os exames iniciais para definir se trata-se de doença complicada ou não-complicada. A colonoscopia não é indicada nesses casos pelo risco de aumento da perfuração.
Nos caso de Diverticulite não Complicada:
Os casos leves e moderados em pacientes saudáveis sem outras doenças podem ser tratados em domicílio com antibióticos via oral. Após melhora de sua primeira crise de diverticulite, a maioria desses pacientes geralmente não apresentam recorrência e não precisam de tratamento cirúrgico.
Nos casos de Diverticulite não Complicada Recorrente: Por outro lado, se houver uma segunda crise não complicada, aumenta o risco de ocorrer novas crises subseqüentes e com maior risco de complicações como abscesso, perfuração ou obstrução. Assim sendo, havendo melhora de uma segunda crise de diverticulite não complicada, costuma-se indicar o tratamento cirúrgico com ressecção do segmento intestinal acometido.
Nos casos de Diverticulite Complicada: Já nos casos complicados onde há abscesso, perfuração ou obstrução está indicada cirurgia de urgência com ressecção do segmento acometido, lavagem da cavidade abdominal e confecção de colostomia provisória. Em alguns casos de abscesso localizado pode ser realizado drenagem guiada por Tomografia e cirurgia após alguns dias sem necessidade de colostomia.
É o sangramento que ocorre a partir da erosão de vasos sanguíneos próximos aos diverticulites. Pode ser leve ou grave com necessidade de transfusão sanguínea. Nos casos em que ocorre crises recorrentes, a retirada da porção de intestino doente deve ser retirada.
Através da cirurgia videolaparoscópica é possível realizar a ressecção do intestino através de pequenas incisões de aproximadamente 1 cm e retirada do intestino através de uma incisão próximo a pube semelhante a de uma cesárea porém ainda menor. Neste tipo de cirurgia a resposta inflamatória que ocorre após a cirurgia é muito menor que na cirurgia tradicional, permitindo introdução da dieta mais cedo e alta com recuperação das atividades precocemente.
O acesso laparoscópico com cirurgia robótica é um procedimento ainda mais moderno realizado pela nossa equipe que permite ainda mais refinamento da técnica com movimentos mais finos através de pinças acopladas a braços robóticos que obedecem aos comandos do cirurgião. Além disso a cirurgia robótica permite visão tridimensional oferecendo maior controle de profundidade sobre o campo cirúrgico em relação a visão bidimensional da cirurgia videolaparoscópica tradicional.
A cirurgia Single-Port (Incisão Única) é uma nova modalidade de cirurgia videolaparoscópica onde graças ao desenvolvimento de instrumentais especias tornou-se possível ao invés de realizar 4 ou 5 incisões de 1 cm, fazer apenas um única incisão de 2,5 cm na região periumbilical. Isso permite reduzir ainda mais a agressão cirúrgica e o risco de sangramento e obter um aspecto estético final praticamente sem cicatrizes (Scarless Surgery).
Graduado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo, com mestrado e doutorado em Ciências Médicas pelo Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, Dr. Vladimir Schraibman é especialista em cirurgia geral, gastrocirurgia e orientador de Cirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein (Proctor Intuitive Robotic System) e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Videolaparoscópica (Sobracil). É médico colaborador do Setor de Fígado, Pâncreas e Vias Biliares do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de São Paulo, além de integrar o corpo clínico do Hospital Albert Einstein. Tem diversos artigos publicados em revistas e jornais científicos do Brasil e do exterior, além de intensa participação em congressos nacionais e internacionais.
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